Quem é Maria l O Rosário l Aparições l Novenas l Orações l Devoção do Mês l Artigos l Imagens l Links l Home

Devoção
_________________________________________________________________

Pentecostes

Antes ou depois das nove?

Às nove da manhã de um distante dia da primavera hebraica, aconteceu algo que mudou os rumos da história. Vejamos alguns exemplos e, à luz deles, poderemos saber se nós, como indivíduos e como comunidade, estamos antes ou depois das nove.

Antes das nove
Na Bíblia...
“Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar” (At2,1).
Os filhos de Zebedeu cobiçam os primeiros lugares; os outros ficam com
raiva dos irmãos (Mt 20,20-24).
“Todos os discípulos, abandonando a Jesus, fugiram” (Mt 26,56).
No documento de Aparecida...
Ficamos tranquilos em espera passiva em nossos templos (DA 548).
Caímos “na armadilha de nos fechar em nós mesmos” (DA 376).
Passamos indiferentes diante das inúmeras formas de pobreza que temos diante dos olhos (DA 65). Nossa opção pelos pobres corre o risco de ficar em plano teórico ou meramente emotivo, sem verdadeira incidência em nossos comportamentos e em nossas decisões (DA 397).
Descarregamos “sobre alguns poucos enviados o compromisso que é de toda a comunidade cristã” (DA 379).
Depois das nove
Na Bíblia...
“Ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas” (At 2,4).
"Este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também seu irmão” (1Jo 4,21)
“Os apóstolos saíram do Conselho muito contentes por terem merecido
sofrer insultos por causa do nome de Jesus”. (At 5,41).
No documento de Aparecida...
Passamos de um passivo esperar a um ativo buscar (DA 517).
Vamos “à outra margem”, àquela onde Cristo ainda não é reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente (DA 376).
Tornamo-nos advogados da justiça e defensores dos pobres (DA 395),
sendo seus companheiros de caminho, inclusive até o martírio (396), oferecendo-lhes nossa amizade, dedicando-lhes nosso tempo, apreciando profundamente seus valores, seus legítimos desejos e seu modo próprio de viver a fé (397).
Reconhecemos que, "devemos dar a partir nossa pobreza e a partir da alegria de nossa fé", sem descarregar sobre alguns o compromisso que é de toda a comunidade cristã (DA 379).

 

Fonte Consultada:

(Revista Mundo e Missão - ano 16 - n° 132 - MAI/2009)

 

 

O Espírito nos foi dado...

O Espírito é enviado por Jesus tal como ele é enviado pelo Pai; o Espírito Santo dá testemunho de Jesus tal como Jesus dá testemunho do Pai; o Espírito Santo glorifica a Jesus tal como Jesus glorifica ao Pai. Jesus fala em nome do Pai, e o Espírito Santo falará, recordará e explicará toda a verdade aos discípulos em nome de Jesus. Tudo isso — é desnecessário dizê-lo — são citações textuais dos evangelhos. Praticamente cada ação, cada gesto, cada palavra de Jesus com relação ao Pai têm seu paralelo explícito num gesto, numa palavra, numa missão do Espírito Santo com referência a Jesus. Assim se estabelece essa continuidade bendita da presença de Deus no mundo e no homem, e a Trindade fica definida em termos de ação e experiência como Deus que se desenvolve passo a passo, faceta a faceta, pessoa a pessoa, a partir do gênero humano, que ele criou para que o conheça e o ame.

(Carlos G. Vallés, A era do Espírito, São Paulo, Loyola, 1995,pp.11-12).


 

®2005 - Todos os direitos reservados l Desenvolvido por Karina Melo